BREVE HISTORIAL

 

- DO COLÉGIO LUSO-BRITÂNICO AO COLÉGIO DE NOSSA SENHORA DA PAZ...

- O NOSSO ESCUDO

 

DO COLÉGIO LUSO-BRITÂNICO AO COLÉGIO DE NOSSA SENHORA DA PAZ...

 

         “Educar bem é transformar o mundo” dizia Paola Frassinetti que, em Génova-Itália, fundou em 1834 o Instituto das Irmãs de Santa Doroteia.

         Com esse objectivo,  as Irmãs Doroteias (nome por que são habitualmente designadas as Irmãs deste Instituto) chegaram a Portugal em 1866, assumindo vários Colégios e outras Obras de cariz social.

A orientação do Colégio Luso-Britânico, à data situado na Rua de Cedofeita, é aceite em 18 de Setembro de 1920. Em 1925, o Colégio é transferido para instalações mais amplas, na Rua do Breyner, a fim de permitir responder  à grande afluência de alunas que iam sendo recusadas devido à exiguidade das anteriores instalações.

         Só  a  31  de  Dezembro  de 1925 o Colégio começa a funcionar num  edifício alugado na Rua de Santa Catarina, com outra entrada para a Rua Latino Coelho. Em  1930  contava  com  mais  de   80  alunas  internas  e  50 externas – o número total  possível,  e já com muito boa vontade!

         Além do Colégio, existia também a Obra das Costureiras, fundada por  uma antiga aluna, e a Obra das Senhoras da Juventude (Acção Social Cristã).

     Em 1941, o edifício é comprado bem como os jardins e outras dependências: as Irmãs procedem a obras muito audaciosas a fim de se alargar a capacidade de resposta ao número de pedidos que cresciam sempre mais, devido à boa fama de que gozava,  “sendo tão cotado no próprio Liceu Feminino do Porto que algumas das suas professoras houveram por bem inculcá-lo como o melhor da cidade”.  A 1 de Novembro, passa a ter a designação de Colégio de Nossa Senhora da Paz  (mais tarde Externato de Nossa Senhora da Paz).

         Para este edifício aumentado, transfere-se ainda o Patronato de Santa Doroteia, “que proporciona assim uma  aula externa diária e gratuita de 1ª e 2ª Classes Primárias a 19 crianças pobres”.

         Em 1947, uma nova etapa de construção é iniciada: o número de alunas é já superior a 300 e mais numerosas são as recusas para novas alunas, pelo que se acrescenta  outro pavilhão e se alugam duas casas próximas (para dormitórios das internas) tentado aumentar-se a capacidade para o dobro.

         Em Outubro do ano seguinte, inaugura--se a parte nova do Colégio.

         Em 1958, inicia-se a supressão do internato e, no ano seguinte, dá-se início à construção de um 3º pavilhão destinado ao Jardim de infância e a alguns anos da Instrução Primária.  Em 1971, um novo empreendimento: a construção de uma grande ginásio polivalente.

         Nas instalações  do Colégio tem origem, em Outubro de 1963, a Escola de Educadoras de Infância de Paula Frassinetti que só em 1971 passará a  funcionar em edifício próprio, na Av. Dos Combatentes da Grande Guerra; desta segunda sede,  vem a ser transferida para a Rua Gil Vicente / Rua da Alegria, onde actualmente se encontra, agora como Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti e com novas e muito actuais valências.

         Na história já longa deste Colégio,  o mesmo objectivo sempre: o esforço de “educar bem” – com maior ou menos número de alunas  (de alunos desde que a coeducação  foi permitida em Portugal), em experiências pedagógicas piloto, na criação de uma Comunidade educativa em que todos os intervenientes se sintam “em casa” convergindo para a educação integral dos destinatários da  missão comum – as crianças e os jovens - numa aposta de educar segundo os valores do Evangelho e abrindo os alunos ao mundo  para que se preparem, no exercício diário de uma intervenção coordenada, para a transformação da sociedade na consecução do bem comum.

       Tudo com uma “marca de família”,  `a luz da intuição pedagógica de Santa Paula Frassinetti: a seriedade no trabalho, a solidariedade e o espírito de serviço, e  um jeito de família: a simplicidade. 

Desta forma, o “educar bem” para transformar o nosso mundo ferido fará crescer a justiça e a fraternidade, os grandes sinais do Reino de Jesus Cristo que queremos construir  com entusiasmo e dedicação.

 

Porto, 2004-07-12

 
   

O NOSSO ESCUDO

   

       O ESCUDO da nossa Congregação é formado por duas partes: uma central que é o emblema propriamente dito, outra exterior que é ornamental.

       A primeira parte é essencial e foi aprovada pelo departamento de Heráldica e por um especial Decreto régio.

Eis a descrição:

       Numa oval com os eixos em proporção de 3 por 4, num fundo azul, uma árvore de copa arredondada surge de uma faixa de terra, de cor castanha, sobre a qual despontam tufos de erva verde; à esquerda, à sombra da árvore, um LÍRIO abre as suas seis pétalas brancas sobre o cálice verde, de caule erecto com numerosas folhas, maiores em baixo, mais raras e pequenas em cima; mas sempre verdes como a erva; à direita, uma POMBA branca de asas abertas, voa para a copa da árvore. Sobre esta brilha uma ESTRELA de seis pontas.

       A árvore - um FREIXO - é símbolo da nossa Congregação; a faixa de terra é a Igreja santa de Deus onde florescem virtudes e graças; a POMBA é símbolo das almas chamadas a acolherem-se à sombra do místico FREIXO (as Irmãs); o LÍRIO representa as jovens a quem a sombra do FREIXO protege e educa a pureza e perfume de todas as virtudes cristãs; a ESTRELA é a Virgem Maria, Rainha e Mãe da nossa congregação. A segunda parte, ornamental, que completa

 o Escudo tem também o seu significado simbólico; adaptado à nossa congregação: assim cada particularidade fala ao coração das Irmãs.
       Da concha inferior que pode representar um cestinho saem três rosas e três maçãs; as rosas e as maçãs do milagre que o Anjo levou a Teófilo, da parte de Santa Doroteia, enquanto esta ia para o martírio: flores e frutos do jardim do Esposo.

       Da concha superior partem duas fileiras de pérolas; as pérolas preciosas das virtudes que devem ornar cada Doroteia, as pérolas como lhe chamava a Beata Paula e, sobretudo, a adesão generosa à Vontade de Deus, única "pérola", a humildade, preciosa "pérola", a caridade, "virtude rainha" a característica da nossa Congregação.

       A concha, receptáculo vivo de pérolas é místico "escríneo" do Coração Divino de Jesus, "virtutum omnium abyssus" e "dives in omnes qui invocant Eum". Uma fita branca pendente do ornamento tem escrito o lema "IN SIMPLICITATE LABORO".

       Estas explicações tornam o Escudo mais querido de cada Doroteia. Assim como foi descrito nestas duas partes será feito o escudo em todas as nossas casas.